Observar aqueles rostos molhados de lágrimas pela dor de uma saudade antecipada me fez pensar que esse tipo de sentimento e emoção são riscos que tomamos a partir do momento em que nos afeiçoamos por alguém.
A verdade é que quando permitimos que alguém tome parte da gente, nós nunca sabemos o que ela irá fazer com aquele sentimento devotado ou o que o destino é capaz de aprontar. A pessoa pode simplesmente ignorar o fato de que nos doamos a ela e daí vem uma série de possibilidades: traição, esquecimento, indiferença dentre outras inúmeras hipóteses em que nós saímos machucados. Tudo depende da importância dada pelo outro àquilo que nós doamos. Daí vem a antiga lição do Pequeno Príncipe: você é responsável por aquilo que cativa.
Ao longo dos meus poucos anos de vida isso se tornou bem claro para mim. Depois de algumas lágrimas derramadas e algumas noites sem dormir percebi que todos aqueles que me cativavam eram responsáveis por parte do meu estado de espírito, da alegria e tristeza também. Já parou para pensar nisso hoje? Que você é responsável pela felicidade de alguém que um dia você conseguiu cativar? Que uma atitude sua pode mudar o dia dessa pessoa? E não é só a ação da pessoa que pode nos assombrar, mas também acontecimentos supervenientes, como morte e a distância. E lá estamos nós de novo, inconsoláveis.
A verdade é que corremos esses riscos todos os dias.
Mas eu os vejo como um grande privilégio. Nos doamos ainda mais sabendo que podemos sofrer, por que junto com aquela chance que damos ao outro de nos fazer feliz, também entregamos nossa confiança e todas as nossas esperanças junto. Se esses riscos não existissem não haveria graça. (e nem vou tocar no assunto de que muitas vezes a mágoa e a tristeza servem de crescimento para qualquer tipo de relacionamento)
Dia desses estava pensando nessas possibilidades e quase me veio um pensamento sem sentido de que eu preferiria não me afeiçoar a ninguém ao invés de me machucar. Logo em seguida percebi que prefiro passar por todas as decepções de novo a não sentir amor por algumas pessoas. No fim das contas os "bônus" da afeição são muito maiores e mais valiosos do que aqueles "ônus" que vez em quando aparecem. E não adianta, as decepções virão, mas eu garanto que elas serão bem menos amargas pelo simples fato daquela afeição existir, por que o mais legal de se doar é que a gente não fica com uma parte faltando, por que o outro se torna parte da gente também. E isso nenhum risco é capaz de apagar.
Ao longo dos meus poucos anos de vida isso se tornou bem claro para mim. Depois de algumas lágrimas derramadas e algumas noites sem dormir percebi que todos aqueles que me cativavam eram responsáveis por parte do meu estado de espírito, da alegria e tristeza também. Já parou para pensar nisso hoje? Que você é responsável pela felicidade de alguém que um dia você conseguiu cativar? Que uma atitude sua pode mudar o dia dessa pessoa? E não é só a ação da pessoa que pode nos assombrar, mas também acontecimentos supervenientes, como morte e a distância. E lá estamos nós de novo, inconsoláveis.
A verdade é que corremos esses riscos todos os dias.
Mas eu os vejo como um grande privilégio. Nos doamos ainda mais sabendo que podemos sofrer, por que junto com aquela chance que damos ao outro de nos fazer feliz, também entregamos nossa confiança e todas as nossas esperanças junto. Se esses riscos não existissem não haveria graça. (e nem vou tocar no assunto de que muitas vezes a mágoa e a tristeza servem de crescimento para qualquer tipo de relacionamento)
Dia desses estava pensando nessas possibilidades e quase me veio um pensamento sem sentido de que eu preferiria não me afeiçoar a ninguém ao invés de me machucar. Logo em seguida percebi que prefiro passar por todas as decepções de novo a não sentir amor por algumas pessoas. No fim das contas os "bônus" da afeição são muito maiores e mais valiosos do que aqueles "ônus" que vez em quando aparecem. E não adianta, as decepções virão, mas eu garanto que elas serão bem menos amargas pelo simples fato daquela afeição existir, por que o mais legal de se doar é que a gente não fica com uma parte faltando, por que o outro se torna parte da gente também. E isso nenhum risco é capaz de apagar.

às vezes o ir embora não significa trair/machucar. Não propositalmente, acredito eu. Algumas pessoas simplesmente tem que traçar outra rota que é diferente da tua.
ResponderExcluirNunca havia pensado desse jeito, de que eu também sou responsável por cativar alguém. Estamos (estou) tão acostumados a olhar somente para o outro e para os nossos próprios sentimentos que esquecemos que somos tão ou mais responsáveis pelos sentimentos dos outros também. Preciso corrigir isso daí.
Adorei o post.
Espero que a saudade antecipada fique bonita e menos dolorida.
Beijo grande.
Oi Fê! Também concordo que ir embora não significa que o outro quis nos machucar! Mas acabamos ficando mal pela ausência do mesmo jeito né! E acho que isso de pensarmos mais nos nossos próprios sentimentos é normal. Agir de forma diferente é ir contra o "padrão", ainda mais no mundo em que vivemos! Que bom que vc gostou do post Fê! Beijos!
ExcluirDespedidas são tristes, o ato de ver alguém que amamos ir embora, seja pra onde for, é torturante, é um risco alto, mas que fica pequeno diante os momentos especiais que essa pessoa depositou na nossa caixinha de recordação, sem falar nos aprendizados.
ResponderExcluirhttp://www.novaperspectiva.com/
Com certeza Gabi! Acho que todos os riscos valem muito a pena. E apesar da dor, o sentimento de satisfação é maior sabe! Beijos!
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