
Ela não sabia como, mas tinha certeza de que tudo aquilo tinha chegado ao fim. Um fim inevitável. O fim de sua paciência e expetativa sobre qualquer mudança. Sabia que nunca mais esperaria deles mais do que a rejeição de que era comum. Engraçado como essas coisas acontecem, era o que pensava. Já tinha se machucado tão mais pelas palavras sem cuidado que eles jogavam em cima dela e por muitas vezes elas eram tão mais pesadas e cortantes do que fora naquele dia de inverno. Apesar disso, da "pequena" gravidade do que fizeram, sabia que, o que quer que prendesse sua vida àquela expectativa doentia tinha a deixado. A própria expectativa havia desaparecido. A única coisa que enxergava agora naquelas pessoas era impessoalidade, por mais que a natureza quisesse ou devesse dizer o contrário. Riu de si mesma por esperar muito além. Riu deles e da visão que deles tinha sem aquela venda mágica que a acompanhava. Incrível como era diferente. Não enxergava as coisas da mesma forma e isso a tornava livre. Livre para ser quem quisesse por que sabia como aquela expectativa determina também quem era ela. Junto com a expectativa vinha o medo de decepcionar e pior: da posterior rejeição. Mas isso também não existia mais. E quem fosse amá-lá, que a amasse daquele jeito mesmo.
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