quinta-feira, 27 de março de 2014

Você precisa de quanto para ser feliz?


Eu já tive um surto de consumismo e quase me atolei em dívidas, confesso. Também já fui ligada nessa coisa de maquiagens caras e roupas chique que não podia comprar, confesso. Já me preocupei mais com minhas roupas do que com o modo como eu tratava as pessoas ao me redor, confesso. Tudo isso por que comecei a estagiar. Aí depois perdi as roupas por que engordei e as maquiagens ficaram de lado por que eram muito "chiques" para o meu dia-a-dia.  Aquele meu "tesouro" foi roupado por 10 quilos a mais e um estilo de vida que faz parte de mim desde que eu me conheço por gente. Se poderia chegar ao nível financeiro de poder comprar todas aquelas coisas caríssimas? Sim, eu posso. Você também. Mas qual é o sentido de ter 200 pares de sapatos no seu mais novo closed? O que nos motiva a comprar roupas, acessórios, maquiagens, produtos para pele e para o rosto? Por que você quer rico(a)? Será que aquele vestido realmente vale aquilo? Ele pode estragar ou, como eu, você pode engordar e não servir mais. 

Depois do susto de quase dever ao banco e da raiva por ter engordado percebi que estava colocando valor em coisas tão perecíveis! Nossa geração é materialista demais e por vivermos para ter acabamos nos perdendo. Depositamos nossa alegria em coisas que passam. A gente não precisa disso tudo. Nós precisamos viver nossas famílias, nossos amigos, nossos pequenos momentos. E é nisso que eu tenho tentado investir. Em relacionamentos, numa vida mais simples que valorizem coisas eternas sem as quais eu sei que não vivo. Como Cristo já dizia: "não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração."

sábado, 22 de março de 2014

Meu dilema capilar e outras coisas sobre transição


Hoje vim falar sobre algo muito delicado na minha vida: meu cabelo. Quem me conhece sabe como eu amo mexer com cabelos e mudar radicalmente o meu. Pois é. Já tive cabelo longo, curto, já pintei de castanho claro, de preto, já fiz luzes... Enfim. E é claro que nas minhas tentativas eu já fiz muita besteira no meu cabelo.

Originalmente meu cabelo é cacheado, o que sempre foi significou um problema para mim, já que ele era muito cheio, os cachos eram estranhos e eu não me entendia com eles de jeito nenhum. Eu nunca gostei muito do meu cabelo e por isso quando tinha 13 anos comecei a alisar ele com chapinha. Para mim aquilo era uma inovação e praticamente tinha salvado minha vida, por isso comecei a fazer chapinha todos os dias. É óbvio que algumas vezes precisava usar meu cabelo cacheado, como por exemplo quando ia para a praia ou quando não dava tempo, o que só me fazia odiar mais ainda meus cachos, por que eles pareciam mais estranhos.

Eu nunca tive coragem de fazer nenhuma progressiva por que sabia que era um procedimento muito agressivo. O problema é eu não tinha idéia de que usar a chapinha do jeito que eu usava também era algo que agredia demais meu cabelo. Primeiro percebi que tinha perdido grande quantidade do meu cabelo e depois, quando fui pesquisar descobri que o uso constante da chapinha também tinha mudado a fibra do cabelo, ou seja, aquele cacho meio estranho era resultado dos anos de alisamento com prancha.

No fim do ano passado duas amigas minhas vieram com uma história de que tinham parado com qualquer tentativa de alisamento e que por isso estavam passando pela "transição". Eu não tinha idéia do que era isso e achava a maior loucura afinal, quem prefere ter cachos? Foi aí que elas me indicaram o site da Rayza Nicácio e pude ver através da série "Íntimas da Ray" como tudo o que eu fazia podia fazer mal. Além disso ainda descobri que cuidar do meu cabelo cacheado não precisava ser uma coisa extremamente cara: existem hidratações caseiras e formas baratinhas de definir os cachos.

O problema é que foi também no fim do ano passado, antes de conhecer esse mundo maravilhoso dos cachos, que fiz a maior burrada da minha história "cabelística": alisei meu cabelo com a escova de botox, que promete deixar o cabelo liso por três meses. Resumindo: usei formol no meu cabelo e acabei definitivamente com meus cachos. 

E é aí que entra o papo todo sobre a transição que é esse processo de passagem do cabelo tratado quimicamente para o natural. Para isso é preciso extinguir definitivamente qualquer tipo de alisamento. O problema nisso tudo é que conforme o tempo vai passando a raiz vai crescendo e o cabelo passa a ter duas texturas diferentes: a raiz começa a crescer cacheada e as pontas continuam alisadas. É uma fase complicadinha, por que tem vezes que você se olha no espelho e pensa em usar qualquer coisa para alisar aquela raiz. 

Depois que decidi passar pela transição comecei a visitar blogs de cacheadas e a participar de grupos no facebook que dão dicas e ajudam outras meninas na mesma situação. Isso é bem legal por que conheci histórias de outras pessoas que pensavam as mesmas coisas. Eu estou em transição há quase 4 meses e o engraçado é que comigo a transição está um pouquinho diferente por que, como a escova de botox é bem levinha, meu cabelo começou a cachear de novo nas pontas. Não como antes, mas está meio cacheado. Meu problema era o corte que eu tinha feito, que me deixava parecendo um cogumelo: a raiz meio lisa e as pontas cacheadas com volume.

Resumindo: essa semana precisei cortar meu cabelo ainda mais curto para ver se a situação melhorava. Apesar de não ter curtido muito o corte, fiquei feliz por ver mais cachinhos. Se tem uma coisa que aprendi é que a transição pode não ser confortável, mas vale a pena esperar e me ver livre de uma vez por todas da chapinha, assumindo finalmente meus cachos. O mais legal disso tudo é que, como faço chapinha há quase 10 anos e nunca soube cuidar do meu cabelo, não tenho idéia de como ele vai ficar depois desse processo todo. Pretendo compartilhar tudo aqui: os produtos que uso, métodos e hidratações caseiras. Vamos descobrir juntos meu cabelo natural!

Mais alguém aí também briga com o cabelo? 

terça-feira, 18 de março de 2014

Pode mudar?

Créditos: smellsliketeenblog
Hoje estava pensando em como queria mudar algumas coisas na minha vida, mudar coisas em mim. Queria ser menos ansiosa, menos preocupada, menos estressada com algumas coisas. Ser mais simples. Tudo isso me daria uma qualidade de vida que está muito além da que eu vivo hoje em dia. E é verdade, eu conheço muitas pessoas, as quais eu admiro, que demonstram uma tranquilidade muito peculiar e transmitem isso. Pessoas simples que possuem consciência de que algumas coisas estão simplesmente fora do nosso alcance e de que às vezes vamos errar com aquelas que dependem de nós. Alguns problemas que tenho na faculdade e no trabalho com certeza estão fora do meu alcance, então por que eu me preocupo tanto? Algum dia desses vou acabar cometendo um erro, então por que me culpo tanto por ser defeituosa vez ou outra? Mas hoje eu quero mudar. Me peguei pensando que algumas coisas em nós não mudam nunca, já que somos singulares, mas hoje decidi que algumas coisas vão mudar, por que eu preciso que mude. Eu quero poder andar de bicicleta no meio da semana sem me sentir culpada por me divertir com isso, poder tomar um café com meus amigos sem pensar nos meus prazos, meu trabalho não vai a lugar nenhum mesmo. Não deixar meu erro acabar com um dia que poderia ser tão bom. Às vezes a ansiedade pode te impedir de viver. Só que isso precisa terminar e hoje declaro guerra ao meu atual estilo de vida, o que incluiu muito mais que minha ansiedade. Enfim, está na hora de mudar, afinal reconstrução faz parte do crescimento não?

domingo, 16 de março de 2014

Minhas tentativas de organização


Essa semana cansativa acabou muito bem e ontem enviei o primeiro capítulo da minha monografia para a orientadora (todos comemora!). Na verdade ela já tinha começado com uma coisa muito feliz, que foi a volta da queridíssima radio Cidade no Rio de Janeiro. Cariocas, não percam a oportunidade de escutar boa música e sintonizam já na 102.9! 

Enfim, voltando ao assunto do post, hoje vim falar sobre minha tentativa de me organizar. Antes de tudo quero que saibam que nem tudo o que eu escrever nesse post está 100% implementado e espero realmente que escrever este post seja um grande incentivo, risos.

Pois bem, há mais ou menos dois anos eu conheci o GTD no blog Vida Organizada e venho tentando usar ele como método de organização, mas não consegui me adaptar com nenhum caderno que eu comprava, já que me enrolava na hora de separar por referências. Além disso não me adaptei com o próprio GTD e suas muitas pastas e fichas. Depois de muitas tentativas decidi adaptar o GTD para minhas necessidades e até agora tem dado certo, pelo menos quando eu consigo implementar isso!


Como eu já havia dito, comprei o caderno Arc na Staples e foi o que mais funcionou para mim até agora (ainda farei a resenha dele por aqui!). A primeira coisa que eu fiz quando ele chegou foi imprimir pequenas folhas de calendário para ter uma visão mais geral dos meus compromissos, como prazos, provas e trabalhos. Esse é um método que eu sempre usei, antes mesmo de entrar na faculdade e sempre me ajudou a me achar no meio dos meus compromissos.


Uma das coisas que mantive do GTD original foi a famosa caixa de entrada que é onde você deve escrever todos os seus compromissos, seja ele relacionado a sua família, estudos, finanças etc. Algumas pessoas dizem que é bom fazer isso antes de dormir, mas eu geralmente faço ao longo do dia, enquanto as tarefas vão surgindo. O mais importante é você anotar no momento em que pensar no compromisso, senão ele acaba escapando e você esquece de escrever. Sempre que passo para o próximo passo, que é separar por referências, eu risco a tarefa.


Como vocês podem ver eu tenho cinco divisórias no caderno: referências, agenda semanal, finanças, casamento e random. Sinceramente, eu gostaria de fazer mais divisões, no entanto quando minha irmã trouxe as divisórias dos EUA só vieram essas cinco, então tive que me virar com elas mesmo, risos. Na primeira eu separo minhas tarefas por referências e deixo uma página para cada "área" da minha vida, que são: @pessoal, @estudos, @paracomprar, @lerverescutar, @família e @blog. O que eu faço nessa etapa é pegar as tarefas da minha caixa de entrada e dividil-as de acordo com assunto nas referências (eu ainda preciso melhorar muito nessa parte do método!). Como o casamento é uma coisa bem complexa, preferi deixar uma aba especialmente para ele, risos! Em "Finanças" faço uma espécie de "orçamento mensal", além de anotar meus gastos. Como eu sou uma pessoa meio descontrolada na hora de gastar, preciso mesmo controlar esse aspecto. Na aba "Random" ficam anotações aleatórias, textos, frases que acabei gostando de um livro... ou seja, o que vier na cabeça!


A única aba de que não falei foi a "Agenda Semanal". É nela que uso um outro método que conheci mais recentemente: o Bullet Journal, que é muito simples mesmo: você usa "caixinhas", cores e símbolos para organizar suas tarefas (ok, essa explicação foi trash, mas é que eu ainda não consegui usar todos os recursos do Bullet. Quem quiser saber mais clica aqui). Para fazer minha agenda semanal uso uma folha para cada dois dias e nela vou anotando minha rotina e tarefas do dia e conforme vou concluindo cada uma delas, faço um "ok" do lado. As tarefas de cada dia são aquelas que separei em referências. Eu costumo fazer essa agenda aos domingos, quando uma nova semana começa e minha cabeça fica borbulhando com as tarefas a serem concluídas.


Por fim, eu tento seguir uma rotina todos os dias, por isso estabeleci uma rotina matinal e outra noturna, para tentar me organizar melhor. Essas listinhas ficam inclusive no quadro branco que tenho no meu quarto, assim fica mais difícil esquecer alguma coisa.

Outra coisa importante: eu verifico (ou deveria verificar, hehe) o caderno todo dia de manhã, para me lembrar do que preciso fazer ao longo do dia, e à noite, quando então eu anoto mais tarefas e divido as novas por referência. Se tem uma coisa que aprendi nesse tempo tentando me organizar é que não devemos nunca confiar na nossa mente. A gente sempre acaba esquecendo uma coisa ou outra. Nossa agenda ou caderno funcionam como uma espécie de HD externo e nos ajudam a não esquecer dos nossos compromissos.

Eu sei que para algumas pessoas esse tipo de organização é bobagem e chega a ser uma "nóia", mas desde que comecei a me organizar dessa forma meu estresse diminuiu bastante, já que sei o que tenho que fazer e quando devo fazer. Além disso existe a questão do melhor aproveitamento do tempo. Quanto mais me organizo, mais tempo sobra para fazer outras coisas. O importante é fazer da organização um benefício para você e não mais uma fonte de estresse!

Não sei se o post ficou claro, mas se alguém tiver alguma dúvida é só perguntar! E vocês, como se organizam? Beijos!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Inspiração, cadê você?


Olá estranhos! Depois de uma semana estressante no estágio e na faculdade, o que me sugou qualquer vestígio de inspiração e tempo para estar aqui, finalmente fui salva por um episódio de Girls. Na verdade fui salva pela Dayane do Penso, Logo Blogo, que postou sobre a série (muito obrigada!). Em dias menos produtivos e por isso entenda-se excesso de estresse e falta de qualquer tipo de alívio parece que eu fico meio fora do mundo normal e me foco no meu estresse e responsabilidades e, sinceramente, isso tem sido bem comum nesse último período de faculdade. Vou reclamando, reclamando, mas no final só me dou conta no fim do dia quando a exaustão vem bater a porta e quando percebo que perdi um monte de coisas bacanas no dia, como por exemplo, blogar sobre alguma coisa boba que eu pensei. 

É claro que muitos vão dizer que essa correria toda é uma característica da nossa geração, só não sei até onde eu concordo com isso. Dizem por aí que para você ser plenamente feliz precisa se matar de trabalhar. Também concordo até certo ponto, até por que não vou começar a defender procrastinação aqui, né? A questão é: até onde vamos, em níveis de exaustão e de alienação, nessa busca doida pelo dinheiro e riqueza? Essa alienação que eu estou falando é alienação da sua própria vida, quando você sacrifica amigos, família e qualquer tipo de prazer em prol do financeiro. 

Acontece que no meio dessa correria toda existem amanheceres maravilhosos, aquela criança inocente no banco de frente do ônibus, uma xícara de café quando dá aquele sono depois do almoço e tantas outras coisas despercebidas por aí. Nessa correria toda a gente deixa de prestar atenção nas pequenas coisas, nos bons momentos. Eu sei que é isso é muito clichê para uma quarta feira calorenta, mas não deixa de ser verdade vai! 

Daí você me pergunta: o que que isso tem a ver com Girls? Eu te respondo: no terceiro episódio tem uma cena fantástica com uma das personagens dançando sozinha e fazer isso é um desses pequenos momentos de distração que me trás de volta para a realidade, que vai muito além de monografia e estágio. Então você já sabe. Se me encontrar nesse momento íntimo, não me interrompa, estou liberando todo o estresse que há em mim. Desculpem pelo post desconexo e sem qualquer classificação literária. Escrevi ele do meu celular, por que não queria perder a inspiração e nunca se sabe quando ela irá voltar nesses dias difíceis. Sorry!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Blogagem Coletiva: uma carta para o meu "eu" de 10 anos atrás

Crédito: jaimejustelaphoto

Oi Luanda! Como você está? Pois é, essa carta quem está escrevendo é você dez anos mais velha e não, mais velha não significa mais alta, infelizmente. Acho que crescemos uns 5cm no máximo. Também penso que nossa aparência não ajuda muito, já que eu quase não mudei muito e algumas pessoas acham que eu ainda sou adolescente. Mas sabe que hoje em dia acho isso uma coisa bem fantástica? Eu sei que agora você odeia aparentar a mesma idade que sua irmã mais nova, mas espera, isso vai ser uma dádiva daqui a algum tempo. 

Você deve se perguntar se fiquei mais bonita e mais magra não? Eu sei que é uma das suas maiores preocupações e inquietações. Não fomos nenhuma "patricinha de Beverly Hills", né? Sei que você não vai me escutar, já que é demasiadamente teimosa, mas vou dizer assim mesmo: você é bonita do jeito que é, Deus te criou de forma perfeita para ser a Luanda e ponto final. A menina baixinha, míope e de mãos gordinhas. Se quer saber, hoje tenho um grau bem maior de miopia, uso aparelho e às vezes me sinto arrasando com meu estilo nerd de ser. E em relação ao seu peso, fique sabendo que falta de comida não emagrece, pelo menos não definitivamente. Tudo o que você perde em um mês sem comer vai voltar correndo em uma semana.

Tá legal, eu entendo suas preocupações: todas sua amigas já deram o primeiro beijo, já namoraram e possuem pretendentes. É difícil acreditar agora, mas um dia você vai encontrar alguém em quem coincidem todos os clichês dos contos de fadas e comédias românticas e em um momento vai se perguntar como consegue amar alguém daquela forma e, mais ainda, como alguém pode te amar como ele ama. É, somos um pouquinho ansiosas e acho que falta um pouquinho para isso. Talvez você chore um pouco mais por meninos que não valem cada lágrima (a Claris e o Celo te dizem muito isso né?), mas vai valer tanto a pena. Você vai crescer bastante com essas decepções, não se preocupe. Isso tudo só vai te preparar para amar de forma cada vez mais perfeita a quem você realmente pertence. E acredite: um dia você vai ser surpreendida com um pedido de casamento e vai chorar feito criança. Tudo isso por que ele te enxerga como você realmente é, muito mais do que a menina baixinha, míope e de mãos gordinhas. (aqui eu te peço um grande favor, lembrando dos dedos gordinhos: fala para ele comprar a aliança de número 23, senão vai dar a maior confusão!)

Também preciso dizer uma coisa extremamente importante e essencial e não parei de pensar nisso desde que comecei a escrever essa carta: sabe aqueles malucos que você conheceu ano passado no colégio, quando estava na sexta série? Pois bem, nunca permita que eles te escapem. Ame-os e faça questão de mostrar esse amor. Daí você pergunta: por que amar pessoas tão estranhas como eu? Minha resposta: eles serão tão essenciais na sua vida como o ar e farão parte de você assim como cada célula que forma seu corpo. Serão sua família e um dia você vai se pegar surpresa e orgulhosa de ter amigos tão seus. 

Outra coisa: pega leve com você. Eu sei que você se esforça muito, até demais para alguém da sua idade e se martiriza se se sair mal em alguma coisa. Uma nota 8,0 em matemática ou história pode parecer a morte para você né? Mas quer saber, existem coisas bem piores e tirar um nota ruim não vai te matar. Vai por mim, isso só vai fazer com que você cresça ainda mais. Entendo como estudar é importante para você e eu até acho que gostamos disso, mas não faça disso uma prioridade na sua vida. Não abra mão de seus amigos e família, o que não significa que você vai ser uma pessoa irresponsável, você só vai viver. Nenhum reconhecimento ou êxito vai valer a pena quando você se encontrar isolada das pessoas que mais ama no mundo.

Todo esse papo sobre estudos me leva a questão um pouquinho mais séria, algo que você vai ter que enfrentar alguns anos depois: a escolha da faculdade. Quero que guarde com você a importância que essa pequena escolha tem e é uma escolha sua não dos seus pais. Na maioria das vezes escolher uma profissão significa se comprometer com cinco anos de estudos mais uma vida de trabalho. Indo direto ao ponto, eu poderia dizer para você não escolher a mesma faculdade que eu escolhi, ou melhor, não permitir que outros escolham por você. Poderia implorar que você não fizesse isso. Vai por mim, esse vai ser seu maior arrependimento aos 22 anos e você vai descobrir que pode sofrer como nunca sofreu com menino nenhum por não fazer o que gosta. Caso escolher também não seja uma opção para você, que você possa enfrentar os anos de faculdade com um pouco mais de otimismo, tentando reter o que há de bom: relacionamentos, pessoas novas, experiências e amadurecimento. Muito amadurecimento. E o principal: na dúvida você sempre poderá recomeçar e aos 22 anos definitivamente não é tarde para correr atrás do que você quer, na medida do possível. Isso é só o início da sua vida.

Sabe outra coisa essencial? Seja você mesma, sem rótulos. Seja você mesma com seus defeitos e manias, ainda que algumas pessoas achem você chata. Quem tiver que te amar, vai te amar do jeito que você é. A vida é muito curta para viver a vida que os outros querem que você viva. Acredite mais em você, na sua capacidade e nas suas escolhas. Escute menos as pessoas e se preocupe menos com o que elas vão pensar, por que no fim das contas é você que lida com a consequência do que faz, não elas. 

Não deixe de comprar uma roupa que você gostou só por que as pessoas vão te achar estranha. Escute muita música e compre quantos players você quiser. Fique louca com a possibilidade de ter mais de cem músicas no seu bolso. Escreva, escreva muito e guarde todas aquelas folhas de rascunho cheias de você dentro de uma caixinha. Também diria para você ler mais, mas acho que não é necessário. E já que você vai passar dias lendo, tenta achar uma posição para ler que não seja tão prejudicial para sua coluna tá? Tô sofrendo para escrever essa carta. 

Também nunca duvide de que Deus te ama de forma incondicional e sempre está com você, ainda que sua vida esteja desmoronando ao seu redor. Ele não falha e é o que vai impedir você de quebrar.

Existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer, mas você verá com seus próprios olhos. Você vai se surpreender, chorar, rir até ficar sem ar e um dia vai acordar achando que o caminho é mais legal do que o próprio fim. Continue sendo uma pessoa sonhadora, mas acredite mais no poder que você tem de poder torná-los realidade, ainda que você tenha que recomeçar  aos 22 anos de idade. 

Como você pode ver, continuamos falando e escrevendo pelos cotovelos. Além de escrever frases enormes. Fazer o que, é a vida.

Beijos, Luanda.

- Post proposto pelo grupo RotaRoots, inspirado no post originalmente escrito pelo Blog Hypeness.

domingo, 2 de março de 2014

Dois musicais e um livro para começar o carnaval

Créditos: alone-and-lost-become-me
Não é segredo nenhum para os meus amigos e familiares que eu não sou muito fã de carnaval e, por isso, prefiro ficar em casa aproveitando as horas livres. Pois bem, minha festa não-carnavalesca começou logo na sexta e vim mostrar um pouco das minhas esquisitices para vocês!

Outra coisa que não é segredo para ninguém é que sou simplesmente apaixonada por musicais, desde os mais antigos até os mais moderninhos, como "The Pich Perfect". Há um ano mais ou menos eu tinha escutado falar de um novo musical super badalado com a Jessica de "Crepúsculo" (risos). Na época, para variar, estava toda atrapalhada com a faculdade e acabei não vendo o filme e me esqueci de sua existência até essa sexta. E como comecei meu carnaval simplesmente feliz. O musical é muito bom! Além de ter uma história bem legal, com bastante comédia (Fat Amie lover!), as músicas do repertório são muito boas, sem falar dos atores/cantores que mandaram muito bem nas versões acapella. Enfim, baixei a trilha sonora no mesmo dia e acho que já escutei mais de dez vezes. Vale a pena assistir, sem medo de errar. 



Sim. Não satisfeita com "Pitch Perfect" eu acabei baixando e assistindo o clássico "Funny Girl" com a diva Barbra Streisand. Sim, o musical é bem antigo, com uma imagem e som não tão bons, mas quer saber? Não me arrependi nadinha de ter assistido as duas horas e meia de filme. A Barbra está impecável e deslumbrante e, ao contrário dos musicais de hoje em dia, o filme é bem no estilo Broadway, com muita música e alguns diálogos cantados. Claro que algumas pessoas podem não gostar, mas para mim isso é um forte do filme! Não posso deixar de falar da história, com a qual quase toda menina se identifica: a Fanny não é um padrão de beleza nem de comportamento para uma mulher daquela época, o que não a impede de correr atrás dos seus sonhos e do amor. Também sou um pouco suspeita para falar do filme, já que "Don't Rain on My Parade", que é uma das músicas que mais amo no mundo, é desse musical. Se você é louca por musicais e ainda não assistiu esse clássico, corre logo e faz o download!



Esse carnaval começou com coisas muito felizes e não podia faltar um livro nele. Por mais que eu esteja cheia de coisas para fazer e principalmente cheio de livros para ler por causa da monografia, eu não consigo ficar sem algum romance para me acompanhar nos momentos livres. Ou seja, quando eu não estou lendo os livros pré-históricos sobre a história da prostituição, estou lendo algum outro livro! Pois é. Ler para mim não é uma opção, mas um necessidade, risos. Enfim, esse livro foi um empréstimo de uma amiga minha e da minha irmã (obrigada  Ana!) e comecei a ler essa semana. Ainda não terminei, mas desde já recomendo só pela escrita leve e divertida da autora! Quando terminar venho contar o que achei!





Pois bem, por hoje é só! O carnaval ainda não terminou e nem minha "folia" caseira cheia de filmes e livros! Se eu fizer algo de interessante que valha a pena contar, postarei por aqui! 

E o que vocês têm feito por esses dias "carnavalescos"?

Beijos e bom carnaval! Arrasem gatas!