terça-feira, 10 de junho de 2014

Aos meus anos de faculdade


Há um pouco menos de cinco anos eu estava escrevendo no meu antigo blog sobre o primeiro dia de aula na faculdade e não tem como você não perceber meu entusiasmo evidente. Eu tinha uma nova fase da minha vida pela frente e nada poderia dar errado. Pra ser bem sincera, nem pensei em como aqueles anos seriam. Às vezes eu sou meio assim, faço as coisas sem pensar muito.
Hoje eu apresentei minha monografia, a última pendência da faculdade, e amanhã o período do primeiro semestre de 2014 irá oficialmente terminar e com ele meu tempo na faculdade. Com isso eu não tenho muitas certezas, só esperança e algumas dúvidas no bolso, mas se há alguma coisa certa e óbvia é que eu definitivamente não sou a mesma pessoa que escreveu aquele post há cinco anos atrás. Os anos de faculdade não foram fáceis, muito pelo contrário. Foram mais dolorosos do que agradáveis e tentei desistir muitas vezes por achar que estava no lugar errado. E talvez estivesse mesmo. O interessante é que depois de tantas coisas e de tanto falar que aquele lugar era mais um "prisão" para mim, hoje posso dizer que já sinto falta daquele "prédio velho". Não que eu seja bipolar ou algo parecido, mas hoje em dia enxergo a faculdade como um velho inimigo a quem eu admiro pela mudança que ele causou em mim.
E é isso mesmo. Hoje, quando olho para trás vejo sim muita confusão e dor, mas também muito aprendizado, amadurecimento e mudanças. Não seria quem eu sou hoje se não fosse a faculdade e posso dizer que lá aprendi muito além de leis e doutrinas, nem que fosse tacitamente. Mudei muito por causa dos desafios, mas também por causa das pessoas que pude manter na minha vida e outras que tive a sorte de ganhar. Posso dizer que fui tocada por cada um deles, que foram essenciais nessa fase conturbada.
Nesse tempo também aprendi mais de mim e sobre meus limites. Apanhei feio e quase perdi amizades essenciais na minha vida. Foram muitas lições, é verdade, mas a maior delas é a de que "sorte é fazer o que você ama e felicidade é amar o que você faz". Pode parecer simples, mas eu ficava revoltada quando lia essa frase e não achava que ela fosse muito factível. A verdade é que eu tinha uma birra adolescente com a faculdade e coloquei na minha cabeça de que ali não era o meu lugar. Ironicamente, só passei a entender a questão do "amar o que se faz" recentemente, por que no fim das contas, a prisão estava mais aqui dentro do que lá fora.
Não, não vou dizer aqui que fazer Direito sempre foi o meu sonho. É como eu disse, talvez eu estivesse mesmo no lugar errado, mas eu estava lá e agora tenho um diploma para pegar e cabe a mim decidir o que fazer com ele. Se eu vou jogar esses cinco anos fora ou se faço deles alguma coisa boa. A decisão, na verdade, já está tomada e posso dizer que já amo o que faço e o que pretendo fazer. Eu não poderia voltar atrás, mas definitivamente posso fazer algo melhor do meu amanhã com o que eu tenho em mãos. Melhor ainda é poder ajudar outras pessoas nesse caminho. A gente decide no fim da prorrogação do segundo tempo, mas decide. Antes tarde do que nunca!

3 comentários:

  1. Cara, eu tb passei a faculdade inteira odiando estar ali, mas estava pois sabia ser importante. E ao contrário de vc, eu odeio ainda hoje, não gosto nem de lembrar kkk
    A vida é isso, afinal. As fases que a gente passa, nem sempre fáceis, mas a gente precisa passar por aquilo. Depois que acaba a gente pode se lembrar, quem sabe com carinho e então partir preparado para a próxima.
    Parabéns por ter concluído e boa sorte na fase pós-facul.

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    1. Pra mim ainda é estranho pensar nos anos difíceis da faculdade. Antes eu olhava de uma forma muito mais agressiva e hoje em dia eu sei que foram ruins sim, mas que de certa forma, foram positivos em algum sentido! Vou mesmo precisar de sorte nessa nova fase! rs

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  2. Oi, Luanda, parabéns pelo 'fim da faculdade'! heheheheh
    Como passei isso aí antes de você, se eu tivesse lido seu post do blog antigo só ia comentar "sabe nada, inocente".. :-D
    É assim mesmo, você aprende muito lá, mas nem exatamente pelo conteúdo das aulas (você só deve usar uns 10% do que viu lá...), mas mais por toda a vivência, desafios, relações, etc, que se vive por lá.

    E vamos lá, agora que a diversão começa: botar em prática o que aprendeu, em todos esses quesitos, partir pra cima e fazer a sua vida do jeito que você quer e merece! :)

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