domingo, 25 de maio de 2014

Um pouco sobre minimalismo

"We are always on, always connected, always thinking, always talking. There is no time for stillness —  and sitting in front of a frenetic computer all day,  and then in front of the hyperactive television, doesn’t count as stillness. This comes at a cost: we lose that time for contemplation, for observing and listening. We lose peace." (Leo Babauta)

Há uns dois anos atrás conheci o blog Vida Organizada o que de fato mudou muito meu modo de enxergar as coisas. Mas não pense que lá só aprendi métodos de organização: foi no blog da Thais que descobri o minimalismo como estilo de vida e isso fez toda a diferença. O engraçado é que conheci o conceito logo depois do meu surto de consumismo e muitos dos posts do blog foi como um soco no meu estômago. Mas também aprendi que ser minimalista não significa apenas "ter poucas coisas", que é o que muitos pensam, mas significa tomar atitudes diferentes num mundo frenético, como parar e desacelerar o ritmo, por exemplo. O problema é que temos tanto o que fazer que achamos que se nós desacelerarmos nosso ritmo o mundo que nós constantemente carregamos nas costas vai ruir. E daí a gente não para.

Há duas semanas atrás eu estava exatamente dessa forma: estava em cima com o prazo da monografia, mas também tinha que estudar para as provas da faculdade além de fazer alguns trabalhos. Sem falar nos compromissos para o estágio. Estava dormindo mal, comendo mal por falta de tempo, sem falar do estresse. Também passava mal constantemente por causa das pedras na vesícula, mas sempre pensava: não posso dar atenção a isso agora, tenho coisas mais importantes para fazer.

Mas a vida tem de suas ironias: exatamente na semana de provas, entregas de trabalho e prazo final para a monografia eu me encontro internada num  hospital prestes a fazer uma cirurgia. Para completar precisaria ficar duas semanas em casa. A primeira coisa que eu pensei quando o médico avisou que eu precisaria ficar no hospital foi: "MINHA MONOGRAFIA, o que eu vou fazer?" Quase enlouqueci de preocupação no início, mas depois eu percebi que, além de não poder fazer nada, tratava-se da minha saúde. No fim das contas consegui adiar o prazo da monografia e resolvi os outros problemas. Para minha surpresa o mundo não acabou.

Às vezes é preciso que uma coisa dessas aconteça para nos alertar sobre o modo como estamos vivendo nossa vida, para nos lembrar de que precisamos parar e ter momentos de quietude, de silêncio. Nos lembra das nossas prioridades. Às vezes precisamos desacelerar para termos paz ou simplesmente para cuidar de nossa saúde. Temos que desligar o som dessa mundo tão barulhento e olharmos para dentro. Acho que nós, humanos, reclamamos muito que não possuímos paz, quando na verdade ela depende mais de nós do que do mundo que nos rodeia.

4 comentários:

  1. É assim mesmo, Luanda. O mundo não vai ruir. É só fazer "as primeiras coisas (ou seja, as principais, mais importantes) primeiro". :)

    E aí, já testou o Spotify?

    abraços
    Renato

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  2. Caramba! Ainda não consegui testar! Com essa correria toda tá tenso! Mas de hoje não passa! rs

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  3. Conheço o blog vida organizada, acho legal as dicas lá.

    Melhoras pra você!! e como você disse, primeiro a saúde né! depois você termina a monografia e entrega... e se eles não deixarem... sempre tem o próximo semestre

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    1. É verdade! Depois disso tudo aprendi uma lição! Até por que sem saúde a gente não consegue fazer nada né :/

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