Esses dias minha mãe me disse que eu estava muito nostálgica. Na verdade eu sempre soube que eu sou assim. Essa coisa de ser saudosista pelos dias passados. E dói. Sempre doeu. Mas era uma dorzinha incômoda por causa do pequeno número de memórias. Esse negócio de nostalgia também é um presente: só se sente nostálgico quem possui momentos extremamente felizes. Eu tive. E hoje as memórias deles são em grandissíssimo número! Mas e a agora que meus dias não são tão brilhantes e eu sinto até a alma a falta do que vivi? Acho que isso piora em momentos de mudança. Não queria mudar. Primeiro queria continuar sendo uma criança moleca que se preocupa com o bichinho de estimação e depois queria permanecer como aquela adolescente cuja maior preocupação era o 0,5 que faltou para passar direto em matemática. Acho que agora queria ser tudo menos a Luanda de 22 anos de idade. Daí a tal da nostalgia que minha mãe tanto falou. "Luanda, você está muito nostálgica!". Estou sim! Sinto falta dos momentos que não aproveitei o bastante, das pessoas que passaram e não ficaram e dos que ficaram também: essa coisa de que ser aspirante a adulto te tira tudo, inclusive o tempo. Ou principalmente o tempo. E os sonhos? Talvez eu esteja um pouquinho amarga esses dias, mas não sei se tenho mais sonhos ou se quero tê-los. Frustração é uma coisa bem dolorida. Talvez eu seja muito dramática, afinal eu só tenho 22 anos! Mas quem disse que jovem não sente saudade? E talvez, muito provavelmente, um dia eu vá me sentir saudosista desses tempos e ter problemas ainda piores. Quem sabe. Até lá espero continuar fazendo memórias boas de momentos e pessoas felizes que me fizeram felizes e jamais sentir nostalgia de ser nostálgica.
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