segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Keep Calm and Be Yourself!


Dizem por aí que é no finalzinho da adolescência que você se descobre. É claro que durante ela você também se perde um pouquinho: se você não for igual a todo mundo, é estranho. É o que todo mundo fala: a tal da mídia e a imposição de um padrão de beleza, de comportamento e por aí vai. Eu passei por isso sim, mas não tinha talento para ser como meus colegas queriam que eu fosse. Era estranha. Usava óculos, aparelho, gostava de estudar e não "ficava" com ninguém. Na verdade eu e meus amigos éramos assim e por muito tempo fomos meio tachados de esquisitos e alvos de constantes zoações. Por mais que eu tentasse (e vai por mim, eu tentei) não conseguia me encaixar naquilo tudo e cheguei a achar que a culpa era minha.

Com o passar do tempo e conforme você vai crescendo e amadurecendo você percebe que não é bem por aí, que a culpa não é sua. Esse é seu jeito e pronto. Mas demora e não é fácil aceitar realmente quem você é. Pra mim demorou pra caramba e posso dizer que apenas esse ano, aos 22 anos de idade, eu sei quem eu sou e não me importo muito se algumas pessoas me achem estranha. Demora para você se aceitar como é. 

Eu achava que tinha que ser que nem aquelas mulheres estilo "femme fatale" sabe? Parecer sempre linda e sensual, afinal era como as populares se pareciam. Meu problema é que, além de ter 1,55m ainda fui agraciada com um rosto de criança. Ainda que eu tentasse me vestir tipo "mulherona" o comentário mais positivo que eu recebia era "Ha, que linda! Você está parecendo uma bonequinha!". Vai por mim, isso é o que eu mais escuto, não importa se eu estou usando um salto 15 com um vestido preto decotado. Para melhorar ainda tem o meu gosto: vestidinhos e saias floridinhas, sapatilhas, brinquinhos e por aí vai. Por muito tempo decidi não usar as roupas que eu realmente gosto exatamente por me deixar ainda mais "menininha", mas hoje em dia meu vestido preferido é meu florido, com uma sapatilha dourada com um lacinho na frente.

A verdade é que você se torna mais forte quando se descobre e principalmente como se aceita exatamente como é, com suas individualidades. Quanto mais soubermos quem somos menos nos deixaremos ser atingidos por comentários negativos. Ainda que o resto do mundo diga que você é estranho por que se veste feito criança, é dessa forma que nós somos lindos e lindas: sendo exatamente como devemos ser. 

4 comentários:

  1. Eu tenho 16 e entendo tudo o que você disse em relação à você e os seus amigos. Apesar de conseguir me dar bem com qualquer pessoa sempre, eu nunca me encaixei no sistema com o qual eu lidava. Reservada, apreciadora de música e arte, meus ideais não batiam (e não batem) com o que esperam de mim. O meu gosto por conversas com pessoas mais velhas me ajudou a entender um monte de coisa que gente da minha idade não entende, e digo isso da maneira menos fútil possível. Eu aprendi, e aprendo constantemente que é possível crescer a cada dia, sem ligar para as pessoas a sua volta e o que elas pensam, mas evoluindo em essência como você realmente é. A vida fica mais aceitável se vista de outras formas... Enfim. Que assim seja!

    Abraço, Luanda. Gostei do nome.

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    1. Oi Luria! É o que você disse, a gente cresce na medida em que vamos nos conhecendo e nos aceitando também, e isso faz com que você se torne forte o bastante para não se importar tanto com o que os outros dizem! Obrigada pela visita! Bjos!

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  2. Me identifiquei muito com o texto! Quando eu era mais nova, também quis ser parte dos padrões, mas no final acabei descobrindo que ser diferente é o que há de melhor hoje em dia. Porque no final das contas, o que importante realmente são nossos valores, personalidade e sonhos. E não um manequim 38, cintura fina, cabelo hiper hidratado ou a altura ideal perante a sociedade.

    Um grande abraço e parabéns pelo texto. Amei!

    www.sentimentosingelo.com.br

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    1. Exatamente Day! Ser diferente é o que tem de melhor mesmo, por mais que não seja tão fácil assim!

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